dum spiro spero
«... pegando numa saca vazia, a lançou pela cabeça de molde a dar-se um ar claustral. Isto feito, deslocou-se até ao fundo do celeiro, metendo-se bem no meio das sombras pardas que o povoavam. Foi desse negrume que emergiu o som que ele começou fazendo a imitar um tanger de badalo conventual. É de acrescentar que a difícil imitação sonora estava longe de ser má. Ao som do badalo, ele começou a caminhar em passo lento, curvado para a frente, balançando alternadamente os braços que pendiam, para a frente e para trás, para a frente e para trás.» (Nuno Bragança in Estação)
Desilude? O filme é um belíssimo poema. Raras vezes o amor foi tão bem retratado no cinema como neste drama que atravessa quase mil anos de história. Para mais com excelentes interpretações e fotografia, uma realização atenta aos detalhes e efeitos especiais usados com peso e medida.
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«... pegando numa saca vazia, a lançou pela cabeça de molde a dar-se um ar claustral. Isto feito, deslocou-se até ao fundo do celeiro, metendo-se bem no meio das sombras pardas que o povoavam. Foi desse negrume que emergiu o som que ele começou fazendo a imitar um tanger de badalo conventual. É de acrescentar que a difícil imitação sonora estava longe de ser má.
Ao som do badalo, ele começou a caminhar em passo lento, curvado para a frente, balançando alternadamente os braços que pendiam, para a frente e para trás, para a frente e para trás.» (Nuno Bragança in Estação)
Desilude? O filme é um belíssimo poema. Raras vezes o amor foi tão bem retratado no cinema como neste drama que atravessa quase mil anos de história. Para mais com excelentes interpretações e fotografia, uma realização atenta aos detalhes e efeitos especiais usados com peso e medida.
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